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Por causa da esperança que vos está preservada nos céus

Aos santos e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.
Colossenses 1:2-5 

Esperança, substantivo feminino, tem roupagem que deslumbra e encanta. É impossível viver sem a sua companhia; de outra forma, o antônimo, a desesperança, é, sem a menor dúvida, de convivência difícil, complicado defini-la em palavras. Quando se perde a esperança, perde-se o que há de mais valoroso da vida. A esperança arraigada no ser humano o impele para o futuro; afronta e vence as incertezas do indefinido, dos impossíveis, do invisível! A verdadeira esperança sempre se relaciona pessoalmente com o futuro porque tem a força do encontro com o projetado. Esperança é um estado de espírito, de amor, de fé, de desejo a viver o futuro antecipadamente. Por conseguinte, transmite paz, transmite alegria, transmite entusiasmo! Coração abarrotado de esperança tornar-se bênção para os amigos, para a sociedade, para a igreja, para os dias presentes.

Quem se der o prazer de ler todos os 137 (cento e trinta e sete) versículos sobre esperança que a Bíblia registra ficará surpreso com a mensagem voltada para o futuro, porque no futuro está a concretização do começo. Esperança é irmã legítima da fé ou a fé é irmã legitima de esperança! Vamos encontrá-la em toda a sua grandeza no capítulo 11 (onze) de Hebreus, conhecido como a “galeria da fé”. O autor, no início da carta, diz: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e é a prova das coisas que não se veem”. Quem sabe o mundo anda carente dessa suntuosa afirmação! Pobreza é viver sem a esperança em Jesus! Paulo a retratou com admirável realidade, conforme verso que colocamos no final desta reflexão. Raramente em culto fúnebre, há menção da esperança; dirigida aos vivos, aos presentes, anunciando-lhes a suprema bem-aventurança dos olhos postos na única e suprema esperança: Jesus, o Senhor! 

O túmulo de Cristo está vazio, Ele ressuscitou!
Eis aí anossa esperança!
Concretamente, a esperança deve ser uma atitude vigilante e ativa, impregnada de estar de posse antecipada da salvação – Romanos 8. 18-25. Com certeza, envolve-se preço ao adquiri-la. Entre eles, a renúncia! Esperança sem renúncia não leva a nada. Ela é a base, a qualidade motora que aperfeiçoa. E o que vemos no Antigo e no Novo Testamento? Como exemplo temos a figura ímpar de Moisés: permaneceu firme nas promessas que Deus lhe fizera e viu o invisível – Hebreus 11.27. Com certeza, pagou grande preço. Com Cristo não foi diferente. Veio até nós num ato de renúncia e espontaneidade ao deixar os céus, transmudando-se em humano, mas sem pecado. Foi hostilizado, cuspido, esbofeteado. Passou fome, sentiu cansaço, chorou; amargou numa humilhante cruz como criminoso. A troco de quê? Para colocar no coração dos que haveriam de crer nele a bendita esperança da salvação eterna!

Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.
Tito 3:7 
Pr. Sérgio Eustáquio Moreira

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