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Compaixão

Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. – Mt 14.14. Compaixão, essa é uma palavra que praticamente desapareceu do vocabulário de muita gente. A vida muito agitada, o corre-corre diário, a luta pela sobrevivência, tudo isso tem contribuído para que as pessoas não percam tempo com o problema de outros. Compaixão não é um gesto, uma atitude ou um comportamento. É um sentimento íntimo, gerado lá dentro do coração. E sem uma especial atenção à situação alheia, sem um mínimo de tempo gasto em conhecer o problema do outro, jamais brotará uma verdadeira compaixão. “Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos”. Indo um pouco mais fundo, a falta de interesse é consequência direta de algo bem pior, o egoísmo. A explicação é simples: o egoísta já tem a mente e o coração tão cheio de si próprio, que não sobra mais espaço para ninguém. Os outros que cuidem de si. Na passagem acima, observa...

Eclesiologia — Dever de Frequentar os Cultos

Não deixamos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros; (Hebreus 10.25a) Cumprido pelo crente o dever de unir-se à Igreja, segue-se imediatamente o de contribuir para a sua prosperidade. Entre os diversos modos de fazer isso o texto acima indica o primeiro. De fato, sendo a Igreja um agrupamento de pessoas que se comprometem a manter o culto em determinado lugar, claro é que a frequência regular às reuniões em que se celebra esse culto ocupa o primeiro lugar na satisfação dese compromisso. Deixar de o fazer implica não só na quebra pessoal do compromisso eclesiástico, mas na própria "morte" da Igreja, pois tal seria o resultado inevitável se todos os seus membros agissem desse modo. Igreja é reunião de crentes, e sem essas reuniões ela não existe. Além de ser isso necessário no interesso da comunidade, vem também ao encontro dos interesses espirituais de cada membro. O intercâmbio dos sentimentos e das neces...

Consciência em Conflito

Temos a consciência psicológica (do “eu” e suas vivências), a política (cidadania e suas relações com os direitos e deveres), a reflexiva (do conhecimento do mundo natural e cultural) e, enfim, a ética e moral. Paulo escreveu aos romanos a respeito da consciência ética e moral aos gentios: “Disso dão testemunho também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os." (Rm 2.15). Isso tudo se verá no dia em Deus julgar... os homens... (Rm 2.16). Isto se manifesta em sua essência pela presença de normas e valores morais divinos, gravados no coração do homem e testemunhados pela consciência no que diz respeito à prática do bem e do mal. O Evangelho possui um padrão de ética baseado no amor, na justiça, na verdade, na pureza e no perdão. Estes valores são adequados à vida cristã por obra do Espírito Santo. É a consciência cristã. O conflito de consciência habita na mente do cristão sempre, pois, em nome do amor e da obediência a Cristo, ele dever...

Pontos para nós, como igreja, colocarmos como alvo

1) SERMOS GRATOS A DEUS Devemos ficar contentes com o que temos. Deus espera que tenhamos um coração grato o tempo todo, independentemente das circunstâncias (não olho as circunstâncias...). Quando damos graças em tudo, mesmo que as situações não mudem, nosso coração irá mudar e isso faz toda a diferença. A murmuração é uma das maiores causas de não sermos abençoados (exemplo: o o povo de Israel preso no deserto por 40 nos).  Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. (1 Tessalonicenses 5:16-28). 2) NÃO FICARMOS PREOCUPADOS A preocupação rouba a nossa paz e nos impede de ver a mão de Deus. Salmo 34:19 diz: "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas" . Deus é maior que tudo o que nos incomoda, por isso lancemos nossas preocupações sobre Ele. Assim nosso coração poderá ficar em paz: Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela ora...

Lições do Sermão do Monte

Neste início de 2016 abordaremos as bem-aventuranças e os principais temas desse magno sermão. O “Sermão do Monte” é a plataforma do Reino de Deus, os princípios que regem os súditos desse reino. É o estilo de vida daqueles que, nascidos de novo, pelo poder do Espírito Santo, viram o reino e entraram nele. Somente aqueles que se tornaram “novas criaturas” podem obedecer aos princípios desse sermão. Não somos salvos por obedecermos a esses princípios; somos salvos para obedecê-los. Primeiro Deus nos salva e nos transforma; depois, nos capacita a obedecermos. Jesus concluiu esse magnífico sermão alertando-nos sobre a necessidade imperativa da obediência. Ouvir e não obedecer é como construir uma casa sobre a areia. É construir para o desastre. Ponha sua confiança em Jesus e edifique sua casa sobre a rocha (que é Jesus). Então, você fará parte do Reino de Deus e se deleitará em obedecer aos princípios desse reino. Pr. Sérgio Eustáquio Moreira

Milagre do Ano Novo!

O Senhor nosso Deus criou as estações, os dias, os anos; são ciclos que marcam a nossa vida e estabelecem níveis e dimensões de caminhada.  Mas parece milagroso que a cada final de ano somos levados por nossos pensamentos a novos desafios, renovação de votos, tomada de decisões. É como se o simples passar de ano trouxesse grandes transformações. Deixamos para trás tudo o que não deu certo, e começamos um novo ano com nova disposição: “Agora sim, neste novo ano tudo dará certo, tudo será diferente”. Acontece que vamos descendo a "montanha" do ano novo, os meses vão se passando, e vemos que muitas coisas continuam do mesmo jeito, alguns alvos e objetivos não estão sendo alcançados e as expectativas de mudanças dão lugar à luta diária pela sobrevivência. Por que pensamos que tudo vai mudar no próximo ano? Por que descobrimos sempre que muita coisa continua do mesmo jeito? Por que temos que esperar pelo próximo fim de ano para outra esperança de mudanças? O d...

Devo eu perdoar?

Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.  (Mateus 18:21,22) Pedir PERDÃO nem sempre significa que estamos errados e que a outra pessoa está certa. Simplesmente significa que valorizamos a outra pessoa mais que o nosso ego. Por isso, a família deve ser o lugar de PERDÃO , pois não existe família perfeita, já que não somos perfeitos. Decepcionamo-nos uns aos outros. Portanto, não há nem família e nem casamentos saudáveis. Temos que crer que Deus está no controle de todas as coisas e que elas cooperam para o nosso bem (Rm 8.28). O PERDÃO é essencial para a nossa vida espiritual e nossa saúde emocional, para que nossa família não se torne um lugar de conflitos e mágoas. Quem não perdoa adoece espiritual, emocional e fisicamente. Perdoar é recusar-se do direito de acusar o outro, por um ato de fé, e não da emoção;...